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Sábado, 28 de Novembro de 2009.

 
Notícia
Trilogia Libertina - últimas semanas




Inspirada nos romances do aristocrata francês marquês de Sade, a Cia. de Teatro Os Satyros reestréia a partir do dia 14 de agosto a Trilogia Libertina. Fazem parte da Trilogia as peças “A Filosofia na Alcova”, “Os 120 Dias de Sodoma” e “Justine”, esta última indicada este ano ao 22º Prêmio Shell de Teatro, nas categorias melhor direção e melhor iluminação.

A Trilogia Libertina fica em cartaz no Espaço dos Satyros Dois nos seguintes horários: “A Filosofia na Alcova”, sexta-feira, 23h59; “Os 120 Dias de Sodoma”, sábado, 21h; “Justine”, quintas e sextas, 21h.


A Filosofia na Alcova

Os Satyros trabalham com os textos de Sade desde 1990, quando encenaram a peça “Sades ou Noites com os Professores Imorais”, a partir de "A Filosofia na Alcova". O espetáculo ficou um ano em cartaz, provocou polêmicas e recebeu várias indicações a importantes prêmios, como o Prêmio APETESP de Teatro, da Associação dos Produtores de Espetáculos Teatrais do Estado de São Paulo, nas categorias direção, ator, ator coadjuvante, produtor executivo, iluminação e ator revelação.

Dolmancé e Madame de Saint’Ange, dois dos personagens mais libertinos da história da literatura universal, são os protagonistas desse texto, em que é apresentada a educação sexual de uma jovem virgem, com aulas práticas e teóricas de libertinagem. Após o período de aprendizado, a mãe da jovem chega ao palácio dos libertinos para tentar resgatá-la, quando então é confrontada pelos mentores da jovem e pela própria filha.

Em 1992, Os Satyros se transferem para Portugal e reestréiam "Sades ou Noites...", agora como "A Filosofia na Alcova", título original da obra. A peça faz temporada de sucesso no Teatro Ibérico, em Lisboa, e permanece em cartaz por dois anos.

Além de Portugal, "A Filosofia na Alcova" viajou para França, Inglaterra, Escócia, Ucrânia e Bolívia, e dezenas de cidades brasileiras. Participou de vários festivais, dentre eles Edimburgo, Avignon, Curitiba e Rio Preto. Na Praça Roosevelt, reestreou em março de 2003, e está em cartaz desde então. Até o momento, a peça foi vista por mais de 100.000 pessoas, em 1.200 apresentações.



Os 120 Dias de Sodoma

Segunda parte da trilogia, “Os 120 Dias de Sodoma” está em cartaz desde maio de 2006. Desde então, realizou mais de 600 apresentações para um público superior a 40.000 pessoas. A peça trata das questões filosóficas e políticas colocadas pela obra sadeana, em um contexto brasileiro de corrupção e decadência das instituições sociais, que vieram à tona com o escândalo do “mensalão”, em 2006.

“Os 120 Dias de Sodoma” é um clássico da literatura mundial e um dos mais polêmicos de sempre. Les 120 Journées de Sodome ou lécole du libertinage foi escrito em trinta e sete noites do ano de 1785, quando Sade tinha 45 anos. Nessa época, o autor se encontrava preso em uma cela da Bastilha, uma das prisões na qual viveu e que marcaram quase a metade de sua vida.

A ação do romance é situada algumas décadas antes da Revolução Francesa. Tudo começa quando quatro libertinos da época, figuras destacadas da sociedade francesa, dedicam-se durante um ano a organizar uma orgia que perdura 120 dias.

Para a orgia, foram raptados oito meninos e oito meninas virgens, dos mais belos da França, oito fodedores e quatro contadoras de histórias, além de um secto de damas de companhia, servas de copa e cozinha e todos os empregados necessários para o deboche.

As orgias eram executadas de acordo com um código elaborado pelos próprios libertinos, que deveriam seguir as histórias narradas pelas contadoras. O deboche é ambientado no castelo de propriedade de um dos libertinos, que se localiza no alto de montanhas, local ermo e isolado.

Dividida em quatro ciclos (ciclo das paixões simples, das paixões complexas, das paixões criminosas e das paixões assassinas), trata-se de uma história fantasticamente bem construída, com uma ordem estrita de eventos. Apesar disso, não foi completada pelo Marquês, devido às condições em que foi produzida.

Apenas o primeiro ciclo foi escrito integralmente, porém sem que o marquês pudesse haver feito uma revisão. Os ciclos restantes receberam apenas apontamentos. Sua intenção óbvia seria a de completar a obra assim que tivesse recuperado suas condições normais de vida.

Infelizmente, o manuscrito perdeu-se na Bastilha e até sua morte, Sade lamentou sua perda. Apenas muitas décadas depois, o manuscrito foi localizado e teve sua primeira publicação em 1904.



Justine

Partindo de um estudo profundo da obra do marquês de Sade, e de um resgate crítico das montagens de "A Filosofia na Alcova" e "Os 120 Dias de Sodoma", Os Satyros se propuseram a realizar a montagem de "Justine", concluindo, assim, a Trilogia Libertina.

Para a realização de "Justine", a companhia trabalhou por mais de nove meses com uma equipe de mais de trinta pessoas, dentro dos procedimentos críticos do chamado Teatro Veloz, método de trabalho desenvolvido pela companhia, em todas as etapas do processo criativo, resultando na montagem atual.

No ano em que a Cia. de Teatro Os Satyros completa seus 20 anos de existência, "Justine" vem como o resgate de todo o processo de criação, pesquisa e atuação realizado ao longo dessas duas décadas de trabalho.

Justine, personagem constante nos textos de Marquês de Sade, é a personificação do puritanismo, dos bons modos e da caridade, sendo caracterizada pela ingenuidade perante a sociedade cruel e depravada, retratada por Sade em suas obras. Justine é a contraposição de Juliette, irmã e antagonista da história, que se envolve em depravações, crimes e perversões.

Nas palavras de Contador Borges, poeta, ensaísta e tradutor de "A Filosofia na Alcova" no Brasil, “Os Satyros mais uma vez têm a ousadia de encarar Sade de frente (ou seria por trás?). Primeiro veio a concepção cênica de "A Filosofia na Alcova" e suas sucessivas belas montagens, desde os anos noventa até hoje. Em seguida o evento não menos audacioso de verter para o palco as aberrações fantásticas de "Os 120 dias de Sodoma". Agora é a vez de "Justine". Enfim, suspiramos, a vítima têm a chance de mostrar a que veio, que o seu não de recusa é no fundo um dispositivo para a afirmação do libertino, adepto cego dos prazeres triunfais do individuo”.



Os Satyros, 20 anos

Fundada em 1989 em São Paulo por Ivam Cabral e Rodolfo García Vázquez, a companhia já traz nos primeiros trabalhos a marca da ousadia e radicalidade. A partir de 1992, num exílio voluntário, se transfere para a Europa onde se apresenta em importantes festivais, como Avignon e Edimburgo. Em dezembro de 2000, Os Satyros retornam a São Paulo e se instalam na Praça Roosevelt, considerada na época uma das regiões mais perigosas da cidade, comandada pelo tráfico e pela prostituição. Os Satyros são considerados os responsáveis diretos pela sua revitalização, hoje um dos principais focos de agitação cultural da cidade. A companhia atua em vários segmentos artísticos, seja na publicação de livros, na produção radiofônica, televisiva e cinematográfica. Anualmente realiza, na entrada da primavera, o evento "Satyrianas", que, em sua última edição, reuniu mais de 30.000 pessoas durante 78 horas de atividades ininterruptas. Atualmente, Os Satyros possuem vários núcleos de trabalho, contando com mais de 50 profissionais. Ao longo destes 20 anos, atuaram em 15 países, produziram mais de 60 espetáculos e receberam prêmios internacionais e alguns dos mais importantes do teatro brasileiro.



Rodolfo García Vázquez

Fundador dos Satyros, diretor teatral e dramaturgo, tem desenvolvido sua carreira no Brasil e no exterior. Já trabalhou em mais de quinze países em projetos de instituições locais, além de apresentar os próprios trabalhos de sua companhia Os Satyros na Europa. Responsável pela elaboração e a reflexão sobre o processo de criação e interpretação d’Os Satyros, intitulado Teatro Veloz. Recentemente viajou para Bolívia, com o espetáculo "A Filosofia na Alcova", e para Cuba, apresentando a peça "Liz", do dramaturgo Reinaldo Montero, em cartaz também no Espaço dos Satyros Um, que recebeu em Cuba o Prêmio Villanueva da Crítica como melhor Espetáculo Estrangeiro.


Serviço:


A FILOSOFIA NA ALCOVA


Sinopse: Dolmancé e Madame de Saint´Ange, dois dos personagens mais libertinos da história da literatura universal são os protagonistas desse texto, escrito originalmente pelo marquês de Sade, em que é apresentada a educação sexual de uma jovem virgem, com aulas práticas e teóricas de libertinagem. Após o período de aprendizado, a mãe da jovem chega ao palácio dos libertinos para tentar resgatá-la, quando então é confrontada pelos mentores da jovem e por ela mesma.
Texto: Rodolfo García Vázquez, a partir da obra homônima do marquês de Sade.
Direção: Rodolfo García Vázquez
Elenco: Andressa Cabral, Marcelo Jacob, Marta Baião, Luiza Valente, Henrique Mello, Rafael Mendes e Eduardo Chagas.
Quando: Sextas às 23h59
Onde: Espaço dos Satyros Dois, pça Roosevelt, 134
Quanto: R$30,00; R$15,00 (Estudantes, Classe Artística e Terceira Idade); R$5,00 (Oficineiros e dos Satyros e moradores da Praça Roosevelt)
Lotação: 70 lugares
Duração: 80 minutos
Classificação: 18 anos
Temporada: até 18 de dezembro

OS 120 DIAS DE SODOMA


Sinopse: Inspirado no romance do Marquês de Sade, a montagem, que contou com criticas favoráveis da imprensa e grande adesão do público, esta em cartaz desde maio de 2006. O espetáculo trata de questões filosóficas e políticas colocadas pela obra sadeana, em um contexto brasileiro de corrupção e decadência das instituições sociais.
Texto: Rodolfo García Vázquez, a partir da obra homônima do marquês de Sade
Direção: Rodolfo García Vázquez
Elenco: Eduardo Chagas, Marta Baião, Ruy Andrade, Antônio Campos, Marcelo Tomás, Angrey Fiel, Tainah Brandão, Danilo Amaral, Diogo Moura, Erika Forlim, Henrique Mello, Heitor Saraiva, Patrícia Santos, Rodrigo Souza, Rafael Mendes, Samira Lochter, Tiago Martelli, Robson Catalunha, Luiza Valente, Marcelo Jacob, Gabriela Cerqueira.
Quando: SÁBADOS 23h59
Onde: Espaço dos Satyros Dois, pça Roosevelt, 134
Quanto: R$ 30,00; R$15,00 (Estudantes, Classe Artística e Terceira Idade); R$ 5,00 (Oficineiros dos Satyros e moradores da Praça Roosevelt)
Lotação: 90 lugares
Duração: 120 minutos
Classificação: 18 anos
Temporada: até 19 de dezembro

JUSTINE


Sinopse: Última parte da trilogia dos Satyros para os textos de marquês de Sade, a peça conta a história da pura, religiosa e inocente personagem Justine (Andressa Cabral) que acaba se envolvendo em experiências de crime, tortura e depravações que testarão seus valores morais e de conduta, enquanto sua irmã, a bela e libertina Juliette (Sabrina Denobile) realiza uma trajetória cheia de sucessos e prazeres.
Texto: Rodolfo García Vázquez
Direção: Rodolfo García Vázquez
Elenco: Andressa Cabral, Sabrina Denobile, Gabriela Cerqueira, Carolina Angrisani, Heitor Saraiva, Danilo Amaral, Diogo Moura, Eduardo Prado, Marcelo Jacob, Gisa Gutervil, Henrique Mello, Luisa Valente, Marcelo Tomás, Eduardo Chagas, Robson Catalunha, Rafael Mendes, Ruy Andrade, Samira Lochter, Tiago Martelli.
Quando: SÁBADOS 21h
Onde: Espaço dos Satyros Dois, Pça Roosevelt, 134
Quanto: R$ 30,00; R$15,00 (Estudantes, Classe Artística e Terceira Idade); R$ 5,00 (Oficineiros dos Satyros e moradores da Praça Roosevelt)
Lotação: 70 pessoas
Duração: 80 minutos
Classificação: 18 anos
Gênero: Tragicomédia
Temporada: até 19 de dezembro


Informações e reservas: 11 3258-6345

companhia de teatro os satyros
Espaço Um - praça roosevelt, 214 - CEP 01303-020 são paulo/sp - tel. (11) 3258 6345
Espaço Dois - praça roosevelt, 134 - CEP 01303-020 são paulo/sp - tel. (11) 3258 6345


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