MOSTRA DOS FENÔMENOS URBANOS EXTREMOS
DUAS PEÇAS DE FRANCISCO CARLOS
ROMÂNTICOS DA IDADE MÍDIA De 27 de outubro a 11 de novembro de 2009
Uma ex-freira, Adele Fatal, depois de ter seu corpo queimado pela água de um banho sagrado, foge do convento e se embrenha por uma floresta mal assombrada até chegar numa metrópole onde resolve abrir uma sauna-mística e se põe a prática de rituais religiosos-sadomasoquistas e experiências midiáticas na companhia de um reverendo-suicida (Jim Jones?), um punk, Lobo-Podre, uma cantora agressiva Jane-Jóia, um adolescente-melancólico, Ângelo, uma ninfeta-orfã-adotada por Adele, Miss Blair e uma TV-Monstra, até resolverem partir numa cruzada suicida e apocalíptica. No final todos se encontram num paraíso-Disneylândia.
ELENCO
Maria Manoella- Gustavo Machado- Guta Ruiz- Sérgio Guisé- Mariah Teixeira
Hércules Morais- Eros Valério- Felipe Montanari
FICHA TÉCNICA
Texto e Direção - Francisco Carlos
Cenografia: Marcio Colaferro
Figurino: Joana Gatis
Assistente de Figurino – Renata Carrazoni
Iluminação: Karine Spuri
Sonoplastia: Pepê da Mata Machado (Namorados da Catedral Bêbada)
Ryan Bezerra (Românticos da Idade Mídia)
Design Gráfico – Carolina de Carvalho
Ilustrações - Carlos Carah
Assistente de Produção –Berenice Haddad e Décio Vaz
Produção – Maria Manoella e Majeca Angelucci
NAMORADOS DA CATEDRAL BÊBADA
De 6 a 21 de outubro de 2009
ROMÂNTICOS DA IDADE MÍDIA
De 27 de outubro a 11 de novembro de 2009
Espaço dos Satyros 2
Praça Roosevelt, 134
Fone - 11.3258.6345
70 pessoas
Classificação etária: 16 anos
Terças e Quartas
Horário : 22 horas
Quanto: R$ 30,00; R$15,00 (Estudantes, Classe Artística e Terceira Idade); R$ 5,00 (Oficineiros dos Satyros e moradores da Praça Roosevelt)
SOBRE O AUTOR E DIRETOR DE TEATRO FRANCISCO CARLOS
Dramaturgo amazonense com, pasmem, mais de quarenta peças escritas. Dirigiu mais de trinta espetáculos de sua autoria, shows musicais, concertos de canto lírico, vídeo e óperas. Ministrou workshops de expressão cênica para cantores líricos do Coral Paulistano e Coral Lírico do Teatro Municipal de São Paulo e do Coral Sinfônico do Estado de São Paulo. Estudou filosofia na Universidade do Amazonas e aplica esses conhecimentos na criação de um teatro poético-filosofico-pós-dramático. Realiza aventuras teatrais em Manaus, Belém, Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro. Na organização de sua estética teatral dialoga constantemente com outras áreas artísticas: música, dança, cinema, vídeo, ópera, performance, happenings, historia em quadrinho, fotografia, moda, esportes, artes marciais, publicidade e artes plásticas. Nos anos oitenta, em meio ao efervescente movimento de Rock em Brasília idealizou e dirigiu inúmeras performances com croners, guitarristas, baixistas e bateristas de expressivas bandas de rock do Distrito Federal.
Francisco Carlos é considerado na cena teatral paulistana um dos mais importantes autores da atualidade, além de ser o único representante da dramaturgia amazonense, e principal difusor dessa cultura na cidade de São Paulo.
Em 2004, teve participação aclamada no projeto “Arena Mostra Novos Dramaturgos” no Teatro de Arena Eugênio Kusnet de São Paulo, em comemoração aos 50 anos do histórico Teatro.
À convite do SESC-Consolação, realizou o projeto Reflexos de Cena – Encontros de Dramaturgia – Mostra Francisco Carlos – de 7 a 11 de Novembro de 2005 – com a leitura encenada de seis peças de sua autoria, sob curadoria da atriz Majeca Angelucci, envolvendo cerca de 40 atores e atrizes e diversos debatedores como o Prof. Antonio Medina, Sebastião Milaré, Cristiane Paoli-Quito, Sérgio Sálvia Coelho, etc.
Realizou o Ciclo de Leituras de Peças do Pensamento Selvagem no Teatrix – na cidade de São Paulo, em 2007. Curadoria Majeca Angelucci.
Francisco Carlos recebeu honrosa Homenagem do Governo do Amazonas e da Federação de Teatro do Amazonas, em Manaus – 06 a 15 de outubro de 2006 - por ocasião do 3º Festival de Teatro do Amazonas.
Participou como dramaturgo convidado, e teve um de seus textos encenado pelo seminário Nova Dramaturgia Brasileira em Perspectiva - evento especial - X Festival do Recife de Teatro Nacional - 12 de novembro de 2007.
Em maio de 2009, realizou leitura encenada da peça Românticos da Idade Mídia no Festival de Outono Oficina, promovido pelo Teatro Oficina.
E em junho de 2009, realizou leituras dramáticas das peças Românticos da Idade Mídia e Expedição dos Amantes da Máquina, no auditório do jornal Folha de São Paulo.
SOBRE A DRAMATURGIA DE FRANCISCO CARLOS
A dramaturgia de risco de Francisco Carlos está dividida em dois blocos temáticos: Peças do Pensamento Selvagem e Peças dos Fenômenos Urbanos Extremos.
Peças do Pensamento Selvagem
As peças do Pensamento Selvagem versam sobre os seguintes temas indígenas: pensamento selvagem, modos como às sociedades indígenas se constróem e se concebem; as noções de pessoas; ritos de iniciação masculino e feminino, ritos de nascimento, religiões e cosmologias ameríndias, nominação, casamento, morte; arte e cultura indígena, pinturas corporais, tatuagens e piercings, catequese católica, conversão e resistência indígena, xamanismo, o devir Jaguar, alteridade, hospitalidade canibal, exotismo radical, canibalismo, relações inter-étnicas, índio-tecnológico, conflitos índio-branco, guerras, drogas indígenas religiosas, cosmologias ameríndias.
Peças dos Fenômenos Urbanos Extremos
As Peças dos Fenômenos Urbanos Extremos abordam os temas da modernidade, fundamentalmente urbanos e que Walter Benjamim identificou nas “Flores do Mal” de Baudelaire, fenômenos amorosos, sociais, políticos e filosóficos que acontecem nas metrópoles por conta da vida super populosa das grandes cidades e seus instrumentos cosmopolitas: dinheiro, templos do comércio, templos das artes, templos religiosos, comunicação de massa (TV, rádio, jornais, internet, etc.), violência urbana, bancos, economia, lutas de classe, sexualidade, lugares de divertimento, esportes, shoppings, hospitais, sistemas judiciários, tecnologias-informáticas, arquitetura, ciências, modas, universidades, show -bizz e etc.
“Espaço aglutinador das contradições sociais e, ao mesmo tempo, centro do poder econômico e político, a metrópole reflete especialmente as condições de sobrevivência humana e os conflitos de toda ordem”.
SOBRE O COLETIVO
Desde 2004, sobre a curadoria e produção da atriz Majeca Angelucci, Francisco Carlos abrilhantou a Arena Mostra Novos Dramaturgos, e a partir daí, diversos atores e atrizes, assim como artistas nas mais diversas áreas de atuação, reconhecidos da cena teatral e do cinema, se agregaram e trabalham em pesquisas e leituras encenadas da obra teatral do dramaturgo e diretor Francisco Carlos, participando constantemente dos eventos dramatúrgicos da maior importância na cidade de São Paulo.
Nunca nos constituímos como uma companhia propriamente dita, não somos legalizados, mas nos sentimos parceiros. Agora, faremos as primeiras montagens da dramaturgia em SãoPaulo, e não será apenas uma peça, mas dois textos desse abundante pesquisador/autor/diretor.
Maria Manoella, atriz presente no trabalho de Francisco Carlos, desde Reflexos em Cena – Encontros de Dramaturgia – Mostra Francisco Carlos – Sesc/Consolação, com curadoria da atriz Majeca Angelucci, se uniram para produzir e atuar, porque acreditam na dramaturgia amazonense-universal, na força das personagens, e nos atores, atrizes e artistas que estão envolvidos nesse projeto, além de equipe técnica composta de artistas-profissionais reconhecidos em suas respectivas areas.